domingo, 8 de maio de 2016

UM LUGAR ONDE JUDAICOS – CRISTÃOS – ISLÂMICOS POSSAM REZAR JUNTOS O MESMO DEUS

Interação e Integração entre povos é um argumento que me estimula bastante; talvez por que não considero completa a minha inclusão no Brasil. Mas entramos na matéria.
Acho inútil consideram um fato isolado sem tomar em consideração outros episódios parecidos e anteriores ao mesmo. Por isto vou considerar como exemplo as migrações acontecidas no atual Oriente Médio, onde vivem povos sobre os quais sempre foi falado, sobretudo por mutações étnicas.
  • Como narram Torá, Bíblia e Alcorão, um grande êxodo aconteceu de volta do 1.800 a.C. quando José, bisneto de Abraham, foi eleito pelo faraó como grande ministro e acolheu no Egito a sua tribo de origem.
  • Outro data importante é de volta do 1.500 a.C. quando Moisés guiou a ex tribo de José, entretanto tornada povo escravo, no grande êxodo para a volta a Terra Prometida: atualmente a Palestina.
  • Outros êxodos foram concomitantes às cruzadas cristãos e às guerras santas muçulmanas, todos eventos ocorridos ao redor do mar Mediterrâneo.
Deixamos pra lá outros tipos de migrações étnicas e pulamos para a primeira metade do século XX, quando acerca de 1.000.000 de judeus mudaram-se para a futura Israel.
Desconsideramos as “desculpas” que geraram tais movimentos étnicos (Guerras de ataque ou defesa ou religião) e procuramos considerar somente o êxodo em si mesmo, ou seja, a sua consequência e não a razão da sua origem, motivo que por alguns pode ser real e instrumental para outros.
A maior dificuldade para integrar-se está no contrasto cultural entre etnias onde, é óbvio, as Religiões têm partes essenciais em tais “crenças”.
Esta declaração, da qual estamos convencidos ou somos induzidos a crer, é a mais anticultural e antirreligiosa que possa existir.
Dividimos a análise da questão em três partes.
  1. ASPECTO CULTURAL
    Uma cultura nasce do ambiente na qual o povo vive e, através interferências geográficas, nela desenvolvem-se conhecimentos, costumes e usos comuns que formam a história desse grupo de pessoas. Mas tais conscientizações e convicções, que formam a moral comum do grupo, são conceitos limitados à sua historiografia conglomerativa pois, também se afirmam teorias consolidadas, não excluem a existência de outras, positivas e melhores dessas.
    Pego um exemplo do Cav. Eduardo Argentino, meu Mentor ao início da minha vida profissional. Ele explicava que o conhecer está à base de qualquer saber. Uma pessoa que não conhece alternativas, ou seja, não tem escolha, vive com o que possui e que é unívoco. Se a mesma pessoa tem uma alternativa, aparece-lhe a possibilidade de escolher, ou seja, pode efetuar opções biunívocas. Mais alternativas que apresentam-se a esta pessoa, mais ela está na condição de melhorar a sua vida.
    Ter alternativas significa haver uma gama de conhecimentos úteis para melhorar as próprias condições culturais.
  2. ASPECTO RELIGIOSO
    É verdade que a Religião está dentro de nós por que o nosso crer inibe e no mesmo instante estimula a nossa moral. Mas não devemos confundir a Religião, na qual temos fé, com a religiosidade, igreja da qual somos membros e à qual somos eticamente ligados: devemos ter a consciência, laica, para reconhecer o sacro do profano; e sem que isto possa interferir na nossa moral religiosa.
    O envolvimento conflitual entre as Religiões Abraâmicas (Judaísmo, Cristianismo, Islamismo) é o pavio usado para detonar contrastes nos quais a moral religiosa e a religiosidade “ética” vêm confundida voluntariamente para ser usadas a fim de eludir retoricamente argumentos contrários.
  3. RAÍZES RELIGIOSAS
    A evidência que deve ser frisada é a existência em comum do mesmo Deus. E não sou eu afirmá-lo, mas Torá, Bíblia e Alcorão.
    O Judaísmo tem Moisés como inspirador, o Cristianismo tem Jesus Cristo e o Islamismo tem Maomé. Não me interessa que as igrejas não queram reconhecer o principal inspirador das outras, pois a mim interessa saber que:
    a) Moisés era descendente de Abraham;
    b) Jesus nasceu em família descendente de Isaac, filho de Abraham com Sara;
    c) Maomé nasceu em família descendente de Ismael, filho do mesmo Abraham com Hagar.
    Se a crença Judaica baseia-se em 10 mandamentos, a Cristã praticamente em 2, já incluídos nos 10 judaicos, e a Islâmica tem só 1, já incluídos entre os 2 Cristã: < Ama o próximo teu como a te mesmo>.
    Embora as Religiões Abraâmicas tenham origem na mesma região, são diferentes entre elas porque nascidas em épocas diversas e, por isso, respondem a exigências humanas contingentes: sendo Moisés do 1.500 a.C. e Maomé do 600 d.C., estas três Religiões surgem no intervalo de tempo de mais de 2.000 anos e é óbvio que as formas de relacionar-se e as linguagens eram distintos.
Desde três considerações, nós podemos afirmar que os fiéis das Religiões Judaica, Cristã e Islâmica adoram o mesmo Deus.
Existem diferencias formais e metodológicas em aproximar-se ao próprio Senhor, mas isto está relacionado a aspectos historiográficos que influenciaram o nascimento e o desenvolvimento religioso. É como a alimentação: as de quem vive próximo ao círculo polar deve ser por força diversos das quem vive na proximidade dos trópicos; na Noruega não se encontram camelos e coqueiros, como na Arábia não se encontram renas e chamaemorus.
É por isto que devem ser repudiadas todas as retóricas utilitarísticas que visam à instrumentalização do homem através de interpretações parciais dos Textos Sacros. A proximidade e a interação de culturas diferentes, estimulam o desenvolvimento intelectual dos povos que participam a essa integração.
Volto ao Cav. Argentino e a outro seu exemplo bastante apropriado neste caso.
“Eu possuo 3 moedas e Você possua 3 moedas, também: se nós trocamos estas moedas entre nos, ambos continuamos a possuir 3 moedas. Eu tenho 3 ideias e Você tem 3 ideias: se nós as trocamos entre nos, ambos vai ter 6 ideias”.
Isto é, o resultado da integração entre povos, ou seja, cada um de nós assimila novas riquezas cultural e intelectual.
Nós não deveríamos reprimir, mas procurar a união de culturas através da reaproximação das Religiões que se baseiam sobre um único denominador comum que as agrega: DEUS.
Quereria muito ter a força e a capacidade de apoiar a edificação de prédios onde Judaicos, ortodoxos – conservadores – reconstrucionistas, Cristãos, católicos – ortodoxos – protestantes, e Islâmicos, xiitas – sunitas – ibaditas, possam ajoelhar-se em grupo e juntos rezar ao mesmo Deus, também se em modos diferentes.

Armando Cappello

quarta-feira, 25 de março de 2015

MELHOR UMA MUDANÇA APARENTE OU UMA VERDADEIRA?

Os Políticos do mundo inteiro têm a presunção de saber tudo sempre; nunca ouvi dizer dum deles um simples “não sei”.
É a mesma coisa que fizeram os políticos Brasileiros com as manifestações de março 2015. Mas além de demonstrarem-se sabidinhos no “porque”, toparam também em “quem” e em “coisa”.
Seguimos a ordem dos acontecimentos.
- Sexta-feira, manifestações governamentais: CUT (Central Única dos Trabalhadores, ou seja, os Sindicados), MST (Movimento Sem Terra), além de outros.
As pessoas manifestaram a favor do que acreditam e empurrados por Organizações estruturadas representativas de Corporações, ou seja, entidades que perseguem um bem próprio, não o comum, e que se identificam no Governo.
- Domingo, manifestações contra a politicagem que agarrou e imobilizou o Brasil, Pátria Amada.
As pessoas manifestaram o próprio mal-estar derivante do imobilismo político e da transformação dos Partidos em Corporações.
A diferença entre as duas manifestações está no fato que: 1) os Partidos nasceram como “Grupo de pessoas que se unem rumo o bem estar geral”; 2) as Corporações são “Grupo de pessoas que se unem rumo o bem estar de quem representam”.
E coisa fazem os políticos? Em 2 dias apresentam uma reforma, que chamaram “política”, que na substancia proíbe os partidos de receber dinheiros de atividades empresariais; no seu respeito, o Partido vem cassado.
NÃO É ISTO QUE OS MANIFESTANTES QUEREM!!! ou pelo menos, não é só isto!
Mas iniciamos o mesmo deste ponto.
Deixando de lado a maquina do Governo Federal, no Brasil existe quem representa os Estados, os Senadores e os Governadores, e que representa o Povo, os Deputados Federais, aqueles Estaduais e os Vereadores.
A) Porque os Senadores, Representantes dos Estados, fazem o mesmo trabalho dos Deputados Federais, Representantes do Povo? Os Estados são formados pelo Povo e o Povo é o Estado!
Se invés se considera o Estado como maquina administrativa, o Governador é suficiente para representá-lo.
B) Por que precisa essa quantidade de Representantes do Povo? Provamos dividir o território brasileiro em colégios eleitorais, donde vem eleito um único Vereador; agregamos agora uns colégios em áreas eleitorais, donde vem eleito um único Deputado Estadual; agora juntamos umas áreas formando zonas eleitorais, donde vem eleito um único Deputado Federal.
Nesse modo se reduz drasticamente os aglomerados de “políticos”.
Mas além do aspecto organizacional, onde eu expus a minha ideia que é uma entre as outras, existe um aspecto inquietante que está engessando o País: a Constituição.
Em si é ótima, pois melhorou muito quanto era dos regimes antecedentes; mas, na forma que agora ela está, não deixa o Brasil atualizar-se.
A Constituição de um País é a ALMA dele, ou seja, deve impersonificar a Ética da Nação, determinando os Princípios fundamentais e invariáveis. Não pode entrar na parte que regulamenta os Princípios, pois as regras vêm definidas por Leis que impersonificam a Moral do Povo que é o resultado da sua Cultura; ela, a Cultura, se transforma atualizando-se continuamente em conformidade às mudanças locais e globais. Se a Constituição dificulta a absorção das novidades, ela impede o desenvolvimento conceitual do Povo.
É o que está acontecendo no Brasil!
Reformar uma casa sem mudar as suas fundações, significa reconstruí-la idêntica à anterior, mantendo os mesmo erros que se queriam tirar.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

CULTURIZZARE NON É GLOBALIZZARE (italiano)

Clima fuori controllo, guerre armate o di potere, genocidi o omicidi di massa: siamo sempre noi, Autori e Attori di tutto questo, con le nostre ideologie sociali e le nostre teorie scientifiche.
Ideologie e Teorie sono solo idee:
- concepite nella nostra mente;
- condizionate da fattori spazio/temporali, che ne hanno agevolato la loro nascita;
- determinate per esigenze e/o desideri di sviluppo;
- legate ad una determinata epoca storico/sociale.
Le mutazioni dello status quo esistente portano a interpretazioni personali errate, ossia i fatti sono guardati con gli occhi dell’occasione e nell’ambiete dove ci si trova; al contrario una analisi oggettiva viene fatta a posteriori, ossia fuori dall’influenza politica di quello spazio contingente.
Detto tutto questo, forse é ora di smettere di “fare un passo indietro” per osservare meglio ció che accade, smettendo cosí a manisfestarci conservatori. Cerchiamo invece di “fare un passo in avanti” per preparare il terreno per ció che accadrá, cosí trasformarci in progressisti.
Se Cultura significa “sistema di saperi-opinioni-credenze-costumi-comportamenti che caratterizzano un gruppo umano”, é ovvio che all’interno di un unico congiunto di comunitá, ognuna di queste cercherá di ritagliarsi un proprio spazio politico e ció a discapito di qualsiasi altro gruppo eterogeo opponente.
Questo, che stiamo attualmente vivendo, é l’avanguardia di diaspore che, attraverso evoluzioni dolorose, aiuteranno lo sviluppo dell’umanitá con l’aggregazione e l’integrazione di caratteristiche precedentemente esogene ai gruppi.
Per me l’essere umano si basa su 3 pilastri: 
1-      il materiale, che é la vita física del presente;
2-      lo spirituale, che é l’accettazione dell’incomprensibile;
3-      lo psicologico, che é la ricerca del miglioramento dello stato d’essere.
Attualmente il fondamentalismo culturale di questi 3 pilastri ha dato vita a conflitti tra gruppi morfologici differenti: attriti sociali (originati da flussi migratori nord-sud e est-ovet) hanno fatto emergere contrasti tra aderenti a religioni monoteiste diverse (con la medesima radice, Dio, ma lo usano per incrementare il proprio fatturato di fedeli), i quali attriti hanno innescato conflitti ideologici tra interessi culturali contrapposti (politiche mondiali direzionate da dottrine opportuniste).
Nell’uomo é insito difendere le proprie risorse, riunindosi e chiudendosi in gruppi omogenei, ma la storia mostra l’inutilitá di tale atteggiamento in quanto il “conservare” ha sempre perso contro il “progredire”. Difatti le attuali tendenze politiche, delle strutture mondiali del potere, concedono la precedenza del vecchio rispetto al nuovo, sbarrando la strada a innovazioni naturali come una cultura globale  (nel rispetto di quelle locali), come un laicismo religioso (separazione tra sociale e religione) e come il riconoscimento di libertá e proprietá del patrimonio intellettuale  a livello mondiale, che deve essere individuale e personale (forme, idee e modi).
Da Platone a Costantino ci fu un’enorme crescita culturale, che si cristalizzó con la caduta dell’Impero Romano d’Occidente; e questo lasció spazio alla ricerca di nuovi concetti sociali che arrivarono verso la fine del Medioevo. Qui nacque l’Umanesimo che aprí le porte alla “Dignitá dell’essere umano” e, a sua volta, inspiró l’Illuminismo, ossia “l’uomo che crede in se stesso”.
Tale “fede nell’uomo”, che é arrivata a sostituire Dio con Io, é giunta al capolinea e dobbiamo iniziare a cercare nuove fonti di ispirazione che ci portino a credere nei “rapporti umani”, ma non come sfruttamento reciproco, bensí come collaborazione reciproca.
In questo nuovo movimento di pensiero, i Lider delle varie Chiese monoteiste dovranno muoversi per primi, attraverso scelte meno integraliste e nel riconoscimento delle medesime radici religiose, cosí lasciando l’alternativa di fede a ognuo di noi, rinunciando a strumentalizzare le proprie strutture ecclesistiche a fini ecumenici.
Disinnescato lo stopino religioso, i politici avrebbero campo libero nel coinvolgere i cittadini in una interazione e integrazione tra culture; potrebbe cosí aprirsi una nuova porta in direzione ad un benessere sociale globale.
Questo non accadrá domani... ma prima che ci incamminiamo verso tale meta, meglio sará per tutti quanti noi esseri umani.
Forza gente, iniziamo a muoverci, facendo noi stessi le nostre scelte, senza farci trascinare da altri, ossia non permettere ad altri di scegliere per noi.
Cortesemente,
Cappello dott. Armando

CULTURALIZAR NÃO É GLOBALIZAR (português)

Clima descontrolado, guerras armadas e de poder, genocídios ou homicídios de massa: somos sempre nós os Autores e Atores de tudo isso, com as nossas ideologias sociais e teorias cientificas.
Ideologias e Teorias são só ideias:
- concebidas pela nossa mente;
- condicionadas por fatores espaço/temporais (que favoreceram o próprio nascimento);
- determinadas por exigências e/ou desejos de desenvolvimento;
- ligadas a uma determinada época histórico/social.
As mudanças do staus quo existente levam-nos a interpretações pessoais erradas, ou seja, os fatos vêm observados com os olhos de ocasião e em ambiente onde nos estamos; pelo contrario uma analise objetiva acontece posteriormente e fora da influencia política daquele espaço contingente.
Marcado isso, acho seja a hora de parar de “fazer um passo atrás” para observar melhor os acontecimentos, assim deixando de serem conservadores. Procuramos invés de “fazer um passo na frente” para preparar o terreno para o que vai acontecer, assim transformando-nos em progressistas.
Se Cultura significa “complexo de atitudes-conhecimentos-costumes-hábitos-crenças que caracterizam um grupo humano”, é obvio que, no interno de um conjunto de comunidades, cada uma delas procurará conquistar um próprio espaço político e isso à custa de qualquer outro grupo heterogêneo oponente.
O período que estamos vivendo é a vanguarda de diásporas que, passando por evoluções dolorosas, ajudarão o desenvolvimento da humanidade através o absorvimento de características antecedentemente exógenas aos grupos.
Para mim a cultura do ser humano baseia-se sobre 3 pilares:
1- o material (a vida física do presente);
2- o espiritual (a aceitação do incompreensível);
3- o psicológico (a procura de melhorias do estado de ser).
Atualmente, o fundamentalismo cultural destes 3 pilares desenvolveu conflitos entre grupos morfológicos diferentes: atritos sociais (originados por fluxos migratórios) fizeram boiar contrastes entre adeptos de religiões monoteístas diversas (com a mesma raiz, Deus, mas usadas a fim de incrementar o próprio faturamento de fiéis) e os quais atritos dispararam conflitos ideológicos entre interesses culturais contrapostos (políticas mundiais direcionadas por doutrinas oportunistas).
Está intrínseco no homem defender os próprios recursos juntando-se e fechando-se em grupos homogêneos, mas a história mostra a inutilidade de tal postura, pois o “conservar” sempre perdeu contra o “progredir”. De fato as atuais tendências políticas (estruturas mundiais do poder) favorecem o velho respeito ao novo, barrando a rua a inovações naturais como uma cultura integrada mais abrangente (no respeito daqueles locais), como um laicismo religioso (separação entre social e religião) e como o reconhecimento da liberdade da propriedade do patrimônio intelectual a nível mundial, que deve ser individual e pessoal (formas, ideias e modos).
De Platão à Constantino existiu um crescimento cultural enorme, que se cristalizou com o desmoronamento do Império Romano de Ocidente; e isto liberou espaço à busca de novos conceitos sociais que chegaram a fim da Idade Média. Aqui nasceu o Humanismo que abriu as portas à “Dignidade do ser humano” que, a sua vez, foi o berço do Iluminismo, ou seja, “o homem que crê em si mesmo”.
Essa “fé no homem”, que acabou substituindo Deus com Eu, chegou ao fim; é a hora de iniciar a busca de novas fontes de inspiração, que nos levem a crer em um “relacionamento humano” inovador, não mais baseado na exploração recíproca, mas na mútua colaboração.
Neste novo movimento de pensamento, os Lideres das Igrejas monoteístas deverão mover-se por primeiros, através escolhas menos integralistas e no reconhecimento das mesmas raízes religiosas, assim deixando a opção de a cada um de nós, renunciando de instrumentalizar as próprias estruturas eclesiásticas a fins ecumênicos.
Desarmado o estopim religioso, os políticos terão mais campos livres no envolver os cidadãos em uma interação e integração entre culturas; assim poderia abrir-se uma nova porta em direção de um bem-estar social e global.
Isto não vai acontecer amanhã... mas antes nós se encaminhar em direção deste rumo, melhor será para todos nós.
Força gente!!! Iniciamos mover-se, fazendo as nossas escolhas, e não deixando-nos puxar por outros, ou seja, não permitir outros decidir por nós.
Atenciosamente,
Armando Cappello

sábado, 25 de outubro de 2014

“Globalização” é um conceito ultrapassado.

A palavra Globalização significa “união de marcados a nível mundial”. Mas Vocês nunca vos pediu quem são os atores de tal ação?
Explico-me melhor.
Uma ação é nada mais o efeito de uma causa anterior, ou seja, existe um ator ativo, que causa a ação, e um ator passivo, que sofre o efeito de tal ação.
Dado que a ação “causa/efeito” não é fim a si mesmo, sempre se verifica que o efeito transforma-se em causa, dando assim origem a efeitos/causas subsequentes e concatenados.
Portanto, tal definição pode ser explicada como “processo através do quais mercados – produtos – consumos – modos de viver e pensar tornam-se conjuntos em escala mundial”.
É um verdadeiro emaranhado de conceitos onde uma pessoa ou se desanima e acaba aceitar passivamente tal ação, ou se rebela e ativamente vai contra ao efeito.
Mas como se pode combater um efeito? Com certeza não chocando em um feito abstrato: Dom Quixote já tentou, demonstrando a inutilidade de opor-se à concatenação de eventos (efeitos).
Podemos simplesmente somatizar o efeito (Globalização) e criar causas para influenciar os subsequentes efeitos, assim interferindo na concatenação das ações.
Por que nasceu a Globalização?
Este processo quer mostrar-nos a exigência e a necessidade que temos de homogeneizar as nossas estruturas organizacionais; que é inútil opor-se às transformações naturais da existência humana; que quem se opôs, atrasou os efeitos e assim criando desconforto e dores aos povos.
As defesas são intrínsecas à nossa especificidade e não estão nas barreiras econômicas, que podem criar divergências, atritos e guerras. É a natureza que nos ensina como fazer, fornecendo-nos instrumentos para evitar a nossa massificação, impedindo que nós nos transformarmos em meros consumidores de produtos globalizados e, por isso, não naturais.
Portanto, se Globalizar significa “Homogeneizar mercados – produtos – modos”, nós podemos inserir variabilidades nas escolhas (pensar) de consumos de produtos oriundos de mercados locais. E esse é um aspecto totalmente natural, pois os produtos, sobretudo alimentares, nada mais são a expressão geográfica da natureza. Em todas as partes existem regionalizações: a cebola produzida no Brasil é diferente daquela produzida na Europa. Se aprofundarmos o especifico, temos localizações ainda mais extremas: na Itália temos a produção da “Cebola roxa de Cavasso” (município da província de Pordenone – Friuli) che é totalmente diferente do “Lampascione” oriundo do Gargano (municípios da província de Foggia – Puglie). Ambas são da família das cebolas, mas as diferencias está no clima e no solo. Como também não podemos produzir “Castanha do Caju” na Europa, ou a “Castanha europeia” no Brasil.
Poderia proceder com mais produtos que identificam áreas geográficas especificas (confeitarias, destilados, legumes, queijos, vinhos...), mas isto se tornaria chato.
Temos uma cabeça, procuramos de usa-la e não de joga-la fora.
Atenciosamente,
Armando Cappello

sábado, 20 de setembro de 2014

18/09/2014: Lei de ABASTECIMENTO na Argentina.

Obra prima da presidente Kirchner que leva o país ao regime Comunista.

“Don’t cry for me, Argentina”: Evita Peron era amada pelos hermanos, pois era o símbolo da classe popular argentina. Nascida de família pobre, ainda jovem tornou-se bela, rica e poderosa, também se ela não aspirava a isto, como narra a sua biografia, a musica e o filme.
Cristina Fernández de Kirchner, atual Presidente da Argentina, está inspirando-se a ela, Evita, mas parecem que lhe faltam os requisitos de líder e de visão política, que o marido Nestor tinha; através de imposições ela manuseia a política argentina, aparentemente para fins populares (obs.: uma ditadura não exclui eleições e parlamento).
O que ela visivelmente não apreendeu na escola, como na vida, é que na Argentina, após do peronismo, vieram as ditaduras: isto porque não se pode limitar, ou eliminar, a liberdade pessoal de opinião e de empreendedorismo. Ela mandou aprovar pelo Parlamento um “propinismo”, funcional a qualquer nível e lugar, com normas que gerarão desempregos devastador junto a uma assustadora inflação interna (ver Cuba, Venezuela, Bolívia).
O que a Kirchner está expressando é um reacionarismo completamente implantado em uma esquerda estrema que se pode comparar ao golpe de Fidel Castro em Cuba em 1959. Além de outros aspectos, o problema é também temporal, ou seja, passaram 55 anos e o mundo mudou. Porém é muito parecido a que aconteceu com Hugo Chávez em 1999, na Venezuela (já passaram 15 anos), e com Evo Morales em 2006, na Bolívia (passaram 8 anos).
Parece que a America Latina esteja retrocedendo invés de avançar... e o Brasil que fará? Castro, Chávez, Morales e Kirchner são muitos amigos de quem nos está governando há 12 anos: e aí, para onde nós iremos? Se não medo, acho legitimo nós ter apreensão pelo próximo futuro do Brasil.
Atenciosamente,
Armando Cappello

sábado, 6 de setembro de 2014

CORPORAÇÕES POLITICAS

Falar sem ouvir-se” e “Escutar sem prestar atenção”: lamentavelmente são atitudes que entraram no uso comum, sobretudo no mundo dos políticos os quais, depois, se escondem atrás de gírias para concertar os erros cometidos; como aquela Presidente, candidata à reeleição, que em uma entrevista em direta TV usou o termo “toma lá, da cá” para explicar o seu modo de governar o País, ou seja, uma troca de favores entre dois lados. Involuntariamente, mas focou o jeito político mundial deste tempo.
Era uma vez Partidos que ocupavam um próprio espaço político; em outras palavras estas entidades eram “Agregado de pessoas, organizado em Associação, que agiam com ideias e intentos comuns e cujo objetivo era o bem público”; a sua etimologia vem do latim e precisamente de PARTIRI (dividir) e PAR (parte).
No momento que não somos mais governados por ideais (ideias + intentos), mas por interesses, os Partidos se transformaram em Corporações, ou seja, “Agregado de pessoas, organizado em Associação, que agem como se fossem um só corpo e cujo objetivo é o bem próprio”; a sua etimologia vem também do latim e precisamente de CORPORIS (corpo) e ACTIO (ação).
Se eu delego uma pessoa a representar-me na procura do meu bem-estar, isto vai chocar contra o interesse dos meus pares que, a sua vez, buscam o bem-estar deles. E essa forma de atitude cria violência porque cada Associação procura o próprio rumo que está em antítese com os dos outros: participar à concorrência eleitoral, alcançando o objetivo político, tornou um investimento pesado que, por esse motivo, deve ser remunerado. O negocio é negocio e é concebido pela ganância do Poder com o escopo de ter mais dinheiro. 
Por isto as atuais “Associações Políticas”, que deveriam nos representar, devem ser reformadas, pois transformaram o motivo da própria existência de “bem público” para “bem próprio”.
Atenciosamente,
                            Cappello dott. Armando